# O Imbondeiro — Plano

Documento de apoio ao projecto escolar de **Florinda Camila Gonçalves**.
Companhia textual do site ([`index.html`](./index.html)) e do manual de marca ([`branding.html`](./branding.html)) — feito para colar no caderno ou no SharePoint.

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## Missão

Servir cozinha vegetariana com raízes angolanas, num espaço onde quem nunca comeu vegetal possa sentar-se sem medo e quem já vive sem carne possa sentir-se em casa.

## Visão

Ser, em 2046, a casa vegetariana de referência da margem sul — conhecida por ter ajudado uma geração inteira a deixar de associar "vegetariano" a "renúncia".

## Valores

- **Mesa partilhada** — ninguém come sozinho à sombra do imbondeiro.
- **Vegetal por celebração, não por castigo** — sabor primeiro, ideologia depois.
- **Raiz angolana** — muamba, calulu, quizaca, mufete: a tradição reinterpretada, não apagada.
- **Tempo lento** — fogo lento, conversa lenta, vida lenta.

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## Objectivo SMART

> **Em 2046 (20 anos após abertura), O Imbondeiro continuará a servir 60 refeições vegetarianas por dia, mantendo-se aberto sem interrupções e tendo contribuído para que a alimentação vegetariana seja, na nossa comunidade, escolha natural e não excepção.**

### Decomposição

| Critério | Como se traduz no Imbondeiro |
|---|---|
| **S** — Específico | Vender 60 refeições vegetarianas/dia (almoço + jantar + take-away) e desmistificar a alimentação vegetariana através do menu, do atendimento e de pequenas acções de divulgação. |
| **M** — Mensurável | 60 refeições/dia · ≥ 1.800 refeições/mês · ≥ 21.600 refeições/ano · número de clientes novos por trimestre · partilhas e recomendações registadas. |
| **A** — Atingível | Capacidade da sala + take-away comporta 60 refeições/dia com a equipa actual. O menu vegetariano com base em pratos angolanos reduz a barreira de entrada para clientes não-vegetarianos. |
| **R** — Relevante | Há procura crescente por alimentação vegetal na margem sul e poucas opções com identidade cultural; o nome e a narrativa (imbondeiro = baobá = aldeia) dão posicionamento claro. |
| **T** — Temporal | 60 refeições/dia atingidas até ao fim do **1.º ano** de operação; mantidas e desenvolvidas ao longo de **20+ anos** (horizonte 2046). |

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## Público-alvo

- Famílias da margem sul curiosas sobre comida vegetal mas com medo de "passar fome".
- Comunidade vegetariana/vegana que sente falta de sabores africanos.
- Diáspora angolana que procura prato de casa sem produto animal.
- Gente que simplesmente quer comer bem ao almoço.

## Posicionamento

> Cozinha vegetariana com raízes angolanas. Sob a sombra do baobá, todos têm lugar à mesa.

Não somos um restaurante "para vegetarianos". Somos um restaurante onde a comida acontece a ser vegetariana — e onde quem come carne também volta.

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## Como desmistificar a alimentação vegetariana

1. **Menu sem o rótulo na cara** — pratos com nome próprio (Muamba de Jaca, Calulu de Tofu), não "alternativa vegetariana de…".
2. **Sabor antes de discurso** — quem prova primeiro, pergunta depois.
3. **Atendimento que explica sem moralizar** — a Florinda passa pelas mesas.
4. **Take-away que vive em casa** — o prato sai do restaurante e entra na rotina.
5. **Pequenas acções pontuais** — um post de receita, uma noite de degustação, um folheto na escola. Sem militância.

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*Documento vivo. Última actualização: 2026-05-25.*
